terça-feira, 21 de abril de 2009

Suspensão- II

Olá Pessoal!


Vamos a continuação da série sobre suspensão. Como prometido falaremos hoje sobre Molas, Amortecedores e Barra Estabilizadora.



Molas

Para início de conversa as molas se dividem em dois grupos: Mecânica e Pneumática (a ar).

As molas mecânicas usadas em automóveis podem ser ainda de três tipos: a de Flexão, em que uma lâmina (ou mais) se flexionam; a de Torção, situação muito bem explicada pelo nome; e a Helicoidal, que pode ser considerada uma mola de torção enrolada.



A mola pneumática consiste no princípio da compressibilidade do ar em um invólucro compressível. Porém, é um produto com um custo mais elevado, uma vez que é preciso uma bomba de ar para manter a pressão. A principal vantagem é a possibilidade de alterar a altura do carro em relação ao solo.


A mola mais eficiente em armazenamento de energia por peso é a mola de torção, mas a montagem necessita de uma estrutura mais forte, o que acaba elevando o peso. A mola que acaba sendo mais eficiente, uma vez que a instalação é simples, é a helicoidal, razão pela qual é adotada na maioria dos carros produzidos hoje. A mola de flexão é a menos eficiente das três, mas ainda pode ser usadas em algumas situações.


Amortecedores

A sua função é suavizar o movimento da mola quando esta absorveu a energia de um solavanco. De fato, a mola entra em um estado vibratório (de vai-e-vém) e cabe ao amortecedor desfazer isso, mas de modo progressivo. O amortecedor pode ser encarado como um conversor de energia pois, ele converte a energia mecânica traduzida nas ondulações da mola em energia calorífica por meio do atrito ocasionado pela resistência de um fluido localizado dentro de sua estrutura.



Os amortecedores mais difundidos no mercado automobilístico são os hidráulicos. O que gera o amortecimento nesse caso é a dificuldade de passagem do óleo através dos furos do pistão, onde se encontram válvulas responsáveis por controlar o movimento e pela própria válvula da base que controla a passagem de óleo do tubo de pressão para o tubo reservatório.


Barra Estabilizadora

A principal função de uma barra estabilizadora é controlar a "rolagem" da estrutura sobre a suspensão. A consequência é positiva: permite a utilização de molas mais macias, o que gera um ganho de conforto ao passar por estradas esburacadas. Os carros mais baratos que não utilizam esse artefato são, geralmente, mais duros para garantir a estabilidade sem o estabilizador.





Bom, por hoje é isso!
O próximo capítulo é sobre as principais configurações existentes.

Abraços



Thiago Hoeltgebaum

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